Exportação do agronegócio atinge US$ 8 bi em março

09/04/2014 - Atualizado em 21/08/2014 : 16:28
Imagem: Steven Goodwin, SXC
Imagem: Steven Goodwin, SXC

As exportações do agronegócio brasileiro atingiram em março deste ano US$ 7,97 bilhões, 3,7% acima do registrado em igual mês de 2013, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério da Agricultura. No primeiro trimestre, entretanto, houve uma queda de 1,7% na receita com as exportações, que somaram US$ 20,23 bilhões. Isso porque o embarque recorde de soja em grão foi ofuscado pela queda nas carnes, no açúcar e no café. No mês, o saldo da balança subiu 6,3%, para US$ 6,55 bilhões. No trimestre, porém, o superávit caiu US$ 1,03 bilhão, para US$ 15,97 bilhões.

O avanço mensal se sustentou em maiores volumes embarcados, o que ajudou a compensar preços médios mais baixos. No caso da soja em grão, por exemplo, a receita cresceu 64,8%, para US$ 3,15 bilhões. Em volumes, a alta foi de 76,2%, para 6,23 milhões de toneladas, enquanto o preço médio caiu 6,5%, a US$ 505 por tonelada.

As exportações de todo o complexo soja, que inclui também óleo e farelo, alcançaram em março US$ 3,62 bilhões com embarque de 7,08 milhões de toneladas - alta de 52,6% e 65,1%, respectivamente.

No caso do grupo "carnes", os embarques cresceram 1% em volume, para 498 mil toneladas, o que significou uma receita de US$ 1,25 bilhão, 8,6% menos que em março de 2013. Isso porque os preços médios foram 9,5% mais baixos no período.

O principal produto desse grupo em março continuou sendo a carne de frango. Em receita, as exportações somaram US$ 570 milhões, queda de 16,4% em relação ao mesmo mês de 2013. Na mesma comparação, houve recuo de 0,2% em volume, a 309 mil toneladas, e em preço médio, queda de 16,2%.

Além das carnes, o complexo sucroalcooleiro também contribuiu de forma negativa, com uma queda de 19,2% nos volumes embarcados em março, para 1,62 milhão de toneladas. A receita recuou 32,8%, para US$ 641 milhões. Foram decisivos nesse desempenho os embarques menores de açúcar que resultaram numa receita 34,9% menor, a US$ 587 milhões, reflexo de um volume 20% menor e de um preço médio 18,6% mais baixo.

Fonte: Valor Econômico

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